Em nome das notas musicais
A mais importante característica do som é a altura.
Até o século XI a altura era a única característica grafada. No século XII inicia-se a definição da duração. O timbre começa a ser indicado a partir do século XVI e a intensidade a partir do século XVII.
A música foi cultivada durante muito tempo por transmissão oral, de geração em geração. As origens de notação musical ocidental encontram-se nos símbolos taquigráficos gregos - notação fonética. Do século V ao século VII foi aperfeiçoado um sistema chamado neumas. Os neumas ainda hoje são utilizados na música gregoriana.
Somente no século XI o monge beneditino Guido D'Arezzo, músico e teórico musical italiano, deu nome às notas. Ele utilizou o Hino a São João Batista:
UT queant laxis
REsonare fibris
MIra gestorum
FAmuli tuorum
SOLve polluti
LAbii reatum,
Sancte Ioannes.
A primeira sílaba de cada verso formava a sequência Ut, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si. Posteriormente, a nota Ut foi substituída por Dó, por ser mais sonora, e a nota Si originou-se das iniciais de Sancte Ioannes. Assim surgiram os nomes que usamos hoje: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si.
A notação em pauta foi introduzida posteriormente, mas essa é outra história.
